
O erro não está no conhecimento — está na decisão
Quando um médico erra, a primeira pergunta é: ele sabia o suficiente? Mas essa raramente é a pergunta certa. O erro médico quase sempre começa antes — no momento em que a decisão foi tomada.
O Peso da Decisão é uma plataforma de formação de pensamento clínico — para médicos que enfrentam a incerteza todos os dias e querem decidir melhor, não apenas saber mais.
Medicina não é sobre certeza.
É sobre decisão.
A incerteza é inerente à prática clínica. Aprender a decidir bem sob ela é a habilidade central do médico.
Evidência não é protocolo.
É ponto de partida.
Os estudos informam — não decidem. Saber interpretar e aplicar evidência no contexto real é o que diferencia o clínico.
O erro não está no conhecimento.
Está na decisão.
A maioria dos erros médicos não vem da ignorância, mas de falhas no raciocínio, nos vieses e no processo de decisão.
Dr. Fábio Queiroga
Clínica Médica
Mestre em Medicina Tropical · UFPE
Preceptor de Clínica Médica
Cofundador PRODECIDA
Médico, especialista em Clínica Médica, com residência no Hospital das Clínicas da UFPE, Mestre em Medicina Tropical pela UFPE e preceptor de Clínica Médica no Hospital Agamenon Magalhães. Cofundador do PRODECIDA — Programa de Tomada de Decisão do Médico.
Duas décadas de prática clínica ensinaram que o maior desafio da medicina não é o conhecimento — é a decisão. Este site é o resultado dessas reflexões.

Quando um médico erra, a primeira pergunta é: ele sabia o suficiente? Mas essa raramente é a pergunta certa. O erro médico quase sempre começa antes — no momento em que a decisão foi tomada.

A medicina nos ensina a buscar certeza. Mas a certeza raramente chega. O que fazemos enquanto esperamos por ela? Esse é o manifesto deste projeto.

Aprendemos medicina como se ela fosse uma ciência exata. Como se houvesse sempre uma resposta certa esperando para ser encontrada. Mas a realidade é outra — e reconhecer isso muda tudo.

Pneumonia grave, melhora clínica em 48 horas. Parecia uma boa notícia. Mas melhora rápida demais pode ser tão preocupante quanto ausência de melhora — e esse caso ilustra por quê.

Homem de 58 anos, febre há 12 dias, três antibióticos sem resposta. O diagnóstico estava na frente de todos — mas ninguém tinha feito a pergunta certa.
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